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A origem do dominó das dinastias chinesas às mesas de bar

Publicado em:
13/11/2025
Atualizado em:
13/11/2025

O jogo de dominó é um dos passatempos mais populares e democráticos do mundo. Está presente em casas, praças, bares e até competições oficiais, reunindo pessoas de todas as idades. Mas você já se perguntou de onde vem esse jogo tão simples e, ao mesmo tempo, tão estratégico? A origem do dominó remonta a séculos atrás, com raízes misteriosas e fascinantes que atravessam culturas e continentes. Da antiga China imperial às animadas mesas de bar brasileiras, o dominó tem uma trajetória rica que combina história, cultura e convivência.

 

As origens nas dinastias chinesas

Os registros mais antigos do dominó apontam para a China do século XII, durante o período da dinastia Song (960–1279). Naquela época, o jogo era feito com pequenas peças de madeira ou osso, semelhantes às que conhecemos hoje, mas com um propósito mais simbólico do que recreativo. Historiadores acreditam que o dominó chinês surgiu como uma variação dos antigos jogos de dados, sendo utilizado para representar combinações de números e situações militares. As peças eram pintadas com pontos vermelhos e pretos, simbolizando exércitos, alianças e vitórias em batalhas.

Os estudiosos também sugerem que o nome original do jogo era “pupai”, e que ele fazia parte de um conjunto de brincadeiras aristocráticas que exigiam memória, lógica e estratégia. Com o tempo, o jogo se espalhou entre as classes sociais, tornando-se popular nas tabernas e festivais locais. Essa tradição lúdica foi transmitida de geração em geração, até que o jogo de dominó atravessou fronteiras e começou a se transformar ao longo dos séculos.

 

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A chegada do dominó à Europa

A história do dominó fora da Ásia começa por volta do século XVIII, quando missionários italianos teriam levado o jogo da China para a Europa. Lá, o formato foi adaptado: as peças passaram a ser retangulares, divididas ao meio por uma linha, com pontos representando números de 0 a 6 — o modelo que conhecemos atualmente. O nome “dominó” teria surgido na França, inspirado nas vestes brancas e pretas usadas por monges dominicanos, conhecidas como “dominos”.

Na França e na Itália, o jogo rapidamente ganhou popularidade, tornando-se um entretenimento comum nas cortes e salões aristocráticos. Em pouco tempo, o dominó se espalhou por toda a Europa, assumindo novas variações e regras conforme se misturava às tradições locais. Foi também nesse período que o jogo de dominó começou a adquirir o caráter social e competitivo que o tornaria tão marcante em diversas culturas.

 

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Albert Anker, A menina e as pedras de dominó, 2.ª metade do século XIX.

O dominó nas Américas e sua popularização

Com a expansão marítima e o contato entre continentes, o dominó chegou às Américas, onde encontrou terreno fértil para se consolidar como um dos jogos mais amados. No Brasil, ele desembarcou trazido por imigrantes europeus e rapidamente conquistou as mesas de bar e os encontros familiares. O clima descontraído e sociável do país contribuiu para que o jogo ganhasse um novo significado: além da estratégia, o dominó passou a ser símbolo de amizade, conversa e competição saudável.

Em muitos estados brasileiros, especialmente no Nordeste, jogar dominó é quase um ritual. As peças batendo na mesa, o barulho característico e as risadas dos jogadores fazem parte da cultura local. O jogo se tornou uma linguagem universal, praticada por trabalhadores em seus intervalos, por famílias aos domingos e até em competições organizadas em clubes e associações.

 

Curiosidades históricas sobre o jogo de dominó

Uma curiosidade interessante é que o dominó europeu e o dominó chinês são diferentes até hoje. No modelo chinês, não existem peças “em branco” e as combinações representam todos os possíveis lançamentos de dois dados. Já na versão ocidental, as peças foram simplificadas para criar um sistema de pontuação mais direto, que facilita partidas rápidas e estratégicas.

Outra curiosidade é que o dominó foi um dos primeiros jogos a serem utilizados em cálculos matemáticos e estudos de probabilidade, servindo de base para análises combinatórias. Até hoje, professores e pedagogos utilizam o jogo como ferramenta para ensinar lógica, sequência e contagem.

 

Dominó no Brasil

O dominó no Brasil tem um papel muito mais profundo do que apenas entreter. Ele é parte da vida cotidiana e da identidade cultural de várias regiões. Nos bares e praças, especialmente em cidades pequenas e comunidades do interior, o jogo de dominó é ponto de encontro, socialização e até de disputa acirrada. As partidas são marcadas por emoção, risadas e, claro, aquele toque de rivalidade saudável entre amigos. É comum que as peças sejam batidas com força na mesa, não apenas como forma de marcar a jogada, mas também como demonstração de confiança e estilo.

O dominó brasileiro também é destaque em clubes e torneios organizados, onde jogadores experientes demonstram técnica, cálculo e até leitura psicológica dos adversários. Em muitas regiões, existem ligas locais e campeonatos que atraem grandes públicos, com regras próprias e tradições específicas. No Nordeste, por exemplo, é comum o dominó em duplas, onde a comunicação entre parceiros é um verdadeiro exercício de cumplicidade e estratégia. No Sudeste, o jogo costuma ser mais rápido e competitivo, refletindo o ritmo urbano das grandes cidades.

Além disso, o dominó no Brasil representa momentos de união familiar. Pais e avós ensinam as crianças a jogar, perpetuando uma tradição que atravessa gerações. É também um espaço de aprendizado social, onde se valoriza a paciência, o raciocínio e o respeito às regras. Mesmo na era digital, o jogo segue vivo — agora também nas versões online e em aplicativos, permitindo que jogadores de todas as idades se conectem de qualquer lugar.

Das dinastias às mesas de bar: um símbolo de conexão

O percurso do dominó é uma metáfora da própria humanidade: um jogo que nasceu no silêncio das dinastias chinesas, atravessou oceanos, se reinventou na Europa e ganhou alma nas mesas de bar do Brasil. Sua essência permanece a mesma — conectar pessoas por meio da estratégia e da diversão. Poucos jogos conseguem equilibrar tão bem a simplicidade das regras com a profundidade das interações humanas.

Seja nas antigas cortes da China, nos salões franceses ou nas esquinas ensolaradas de Salvador, o jogo de dominó continua sendo um elo entre culturas, épocas e pessoas. Ele carrega séculos de história e simboliza a universalidade da diversão.

 

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Conclusão

A origem do dominó é uma verdadeira viagem no tempo. O que começou como um jogo imperial nas dinastias chinesas evoluiu para um símbolo de convivência mundial. Hoje, o dominó no Brasil representa tanto tradição quanto modernidade, sendo jogado por milhões de pessoas ao redor do globo. Mais do que uma simples brincadeira, é uma herança cultural viva, que continua a aproximar pessoas, estimular mentes e criar memórias — peça por peça, partida por partida, nas eternas e acolhedoras mesas de bar.


Escrito Por: Tatiane Bortolan
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